Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Qual é a diferença entre um conhecido e um desconhecido?

  O Martim vive numa aldeia onde toda a gente se conhece. Quando sai à rua para passear o cão Oddy, chega a ficar cansado de tanto acenar e dizer “olá!” às pessoas com quem se cruza. Vive na aldeia desde que nasceu, e às vezes põe-se a imaginar como seria viver num sítio maior, por exemplo, numa cidade: “Quantas pessoas há numa cidade? Como é que seria quando fosse passear o Oddy? Ia ver pessoas que nunca vi antes na vida! Como é que eu ia saber o nome dessas pessoas? E como é que elas iam aprender o meu nome?” Enquanto pensava nestas coisas em voz alta, à janela do seu quarto, o Oddy olhava para ele com ar de quem já queria passear.  Do outro lado da rua, a vizinha acenou-lhe do quintal e disse “Bom dia, Martim!”.  O Martim não a conseguiu ouvir, pois a vizinha estava longe, mas adivinhou o cumprimento e respondeu, acenando de volta: ー Bom dia!. De repente, o Martim franziu o sobrolho e disse surpreendido: ー Oddy, eu digo olá a esta vizinha todos os dias, ...
Mensagens recentes

Sócrates nunca disse “só sei que nada sei”.

  "‘Só sei que nada sei’, professor”, escreveu o aluno como resposta à questão de sua prova de Filosofia. Quis dar uma de esperto para cima do mestre. Pudera. Muitos docentes - e talvez este do meu exemplo - ensinam a frase de modo equivocado.  É comum ouvir  “Foi Sócrates quem disse isso, e o seu significado é algo como ‘quanto mais eu sei, mais eu sei que não sei’, ‘ninguém sabe de nada nessa vida’, ou até ‘ninguém pode afirmar nada sobre nada com certeza’. Todas essas teses soam inteligentes. Com a legitimação de que provêm de Sócrates, um dos pais fundadores da Filosofia ocidental, então… Aí é que soam sábias mesmo. Na prática, contudo, mostram-se ou clichés sem significado, ou simplesmente falsidades. É preciso, então, investigar a origem deste mito – Sócrates nunca disse “só sei que nada sei”. Como sabemos, Sócrates nada escreveu. Sabemos do personagem mediante três fontes principais contemporâneas suas: Platão, o filósofo; Xenofonte, o soldado; Aristófanes, o comed...

a filocriatividade voltou à casa blogger

Em 2012 este blog migrou para o SAPO blogs e agora regressa "a casa". Talvez seja a altura de retomar o projecto do novo website, mas para já ficamos por aqui, pela newsletter , pelo instagram e pelo facebook.

💀 oficina Perguntas Vitais sobre Assuntos Fatais

  💀 imaginando que é possível entrevistar um esqueleto, o que gostarias de lhe perguntar? // qual foi o sentimento que sentiste quando morreste? // como é estar morto? // qual foi a parte da morte que mais gostaste? 💀 para além de criar um tempo e um espaço seguros para pensar, de forma crítica e criativa, sobre o tema da morte, a oficina permitiu um trabalho intencional ao nível da metacognição. 💀 as crianças foram convidadas a pensar sobre as próprias perguntas: – há perguntas que, afinal, perguntam o mesmo? – há perguntas que se aproximam na forma, mas não no conteúdo? – o que torna uma pergunta diferente de outra? 💀 este deslocamento, do conteúdo para o ato de perguntar, ajudou o grupo a tomar consciência dos seus próprios processos de pensamento, a comparar ideias, a identificar critérios e a refinar o modo como formulam questões. 💀 pensar sobre a morte foi também uma forma de pensar sobre como pensamos. 💀 oficina inspirada nos materiais MORTAL! da Ellen Duthie (Wond...

mudança

a partir de hoje moramos AQUI

e os cavaleiros da Távola Redonda continuam a filosofar

entre uma pergunta e uma resposta, surgem exemplos e situações familiares que se prestam à reflexão e escrevem-se frases que fazem sentido,  na Távola e fora dela

filosofia de alto risco

«So if we philosophers want to restore philosophy’s authority in the wider culture, we should not change its name but engage more often with issues of contemporary concern — not so much as scientists but as guardians of reason. This might encourage the wider population to think more critically, that is, to become more philosophical.» por estas razões (e por outras) abracei recentemente um projecto que visa proporcionar momentos de filosofia aplicada a populações «em risco». tratam-se de crianças e de jovens «em risco». coloco as aspas porque, em última instância, todos nós estamos em risco e a vida, em si, constitui-se como um risco. e têm sido dias de descoberta de perspectivas diferentes face à vida. há mais coisas no céu e na terra do que roubar bolachas no Pingo Doce. ou comprar garrafas de vodka. há uma equipa de futsal com objectivos bem definidos. há ideias e pensamento próprios. e há o espanto perante o «aqui não há respostas certas à partida, cada um diz aquilo que...

A Aleg(o)ria da Caverna está de volta

na Livraria Cabeçudos no próximo sábado, 14 de Abril  (às 11h) as oficinas estão abertas para pais e filhos dos 4 aos 10 anos. (quem diz pai, diz mãe ou avós ou tia!) info@cabecudos.com

Temas de Hoje, Temas de Sempre - educação, ética e filosofia prática

«A primeira apresentação pública do Livro editado pela APEFP: Temas de Hoje, Temas de Sempre - educação, ética e filosofia prática , realiza-se no dia 24 de março, na cidade de Braga, nas instalações da Casa do Professor - Av. Central 106-110, pelas 18h 45m.» Fonte: APEFP 

let us be IGNITEd

No dia 7 de Março teve lugar mais um Ignite na Lx Factory, com a presença de uma mão cheia de oradores com ideias para partilhar. Tratou-se da 18ª edição deste evento em que o desafio é partilhar uma ideia durante 5 minutos, tendo como suporte 20 slides que passam de 15 em 15 segundos. Estive presente nos Ignite #3 e #6. Lembro-me que na primeira vez estava muito nervosa e o discurso não me pareceu muito fluído. Mas no final disseram-me: Joana, falaste com paixão.  Na segunda vez, lembro-me de ter as pernas a tremer e a voz também… mas lá subi ao palco e falei (mais uma vez) sobre a paixão da minha vida: a Filosofia.  Após duas experiências de partilha colaborativa com o Mário Pires, a apresentar uma comunicação sobre Os Prazeres da Vida, surgiu a ideia de levarmos essa comunicação ao Ignite. UAU, vamos! E lá reduzimos uma apresentação que tem cerca de 1h30m para… 5 minutos, partilhados a dois. O desafio foi muito engraçado e admitimos que nos divertimos muito durante o ...